Argila e criatividade

4 de maio de 2026 Off Por Funes Patos

Argila e criatividade 

Texto extraído da coluna FUNES do Jornal A União publicado na data de 01/05/2026.

No dia 26 de março de 2026, a rotina dos alunos da Escola Zefinha Mota, localizada no bairro Sete Casas, em Patos, foi transformada pela presença do artista plástico Limeira. Em uma iniciativa promovida pela Fundação Ernani Satyro (Funes), o artista conduziu oficinas de modelagem em argila para duas turmas do 7° ano, unindo técnica e expressão artística no ambiente escolar.

Utilizando materiais acessíveis, como a argila e palitos de madeira, Limeira propôs o desafio de introduzir os fundamentos da escultura para os jovens estudantes. A proposta pedagógica buscou ir além do manuseio do material, focando no desenvolvimento da observação, na resiliência e na forma como as crianças observam o mundo ao seu redor através da criatividade, para criar. Durante a atividade, o professor compartilhou sua trajetória pessoal, ressaltando a importância de oportunidades como essa: “Desde pequeno eu faço arte, mas em minha escola ou na cidade nunca houve cursos desse tipo. O que vocês vão aprender hoje é algo que, entre erros e acertos, levei a vida inteira para aprender”, afirmou.

A oficina foi estruturada em dois turnos, contando com o apoio e recepção calorosa da equipe escolar. Utilizando-se da proposta de Paulo Freire, de usar exemplos do cotidiano dos alunos. Na primeira turma, o professor Limeira orientou os alunos na criação de uma figura lúdica: a cabeça de um cachorro com cartola e binóculos, para dar um toque fantasioso. Já na segunda turma, o foco voltou-se para a produção de jarros com flores. Utilizando do fundamento da argila, de deixa-la oca. No entanto, a liberdade criativa foi o ponto alto da experiência; muitos estudantes extrapolaram os modelos sugeridos, desenvolvendo peças autorais e explorando novas formas com o material, como personagens de Roblox, patos, pratos de comida, etc.

Ao término das atividades, o sentimento de realização era visível tanto nos alunos quanto nos organizadores. O resultado das quatro horas de imersão artística demonstrou a capacidade de absorção dos jovens e a eficácia de metodologias que estimulam a paciência e a criatividade.

A iniciativa reforça o papel estratégico da Funes na cena cultural de Patos, ao investir na valorização dos artistas locais e no fomento às artes nas periferias. Projetos como esse não apenas democratizam o acesso à cultura, mas também garantem que a nova geração de patoenses reconheça e valorize a produção artística de sua própria região e descubra novos talentos artísticos.

Aulas
A liberdade criativa
foi o ponto alto da
experiência; muitos
estudantes extrapolaram
os modelos sugeridos,
desenvolvendo peças
autorais e explorando
formas com o material.

O artista plástico Limeira (de camisa preta) orientou estudantes da Escola Zefinha Mota, que produziram suas próprias obras